terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O Banquete


N.A: Este Banquete é uma sátira ao Banquete de Platão, onde só participaram, Agatão, Sócrates, Alcibíades e outros amigos, por isso que as filósofas, sob a liderança de Diotima, resolveram, elas mesmas, a falarem sobre o amor, em reunião separada, com o mesmo foco. Depuração do Ato de Amar.


Como admitir um encontro onde só participaram os amigos de Agatão, Sócrates e Alcebíades, ficando fora do symposion, membros da aristocracia Grega e de ilustres famílias Atenienses? Filósofas, representantes da beleza e da cultura feminina da época, sentiram-se marginalizadas pela exclusão.  Nele a conversa acerca da depuração do ato de amar, durou a noite toda, isso que os Senhores tidos por sábios,  chegaram ao recinto pouco depois do almoço.

Com esta introdução, polêmica no meio acadêmico, que sempre me deixa inquieto ao ouvir falar em “O Banquete de Platão”, escrito 380 a.C, comecei a criar em meu imaginário um cenário e um problema a ser respondido, do que ter-se-ia dito nos meios de comunicação e nas redes sociais, caso aquele jantar tivesse ocorrido em pleno século XXI?
Ministra Laurita Vaz
Como reagiriam neste caso os excluídos e defensores de bandeiras progressistas?
Temos no mundo várias e importantes mulheres ocupando altíssimos postos de comando em seus países.
Ministra Carmem Lúcia
No Brasil temos como presidente do STJ – Superior Tribunal de Justiça, a ministra Laurita Vaz e no STF - Supremo Tribunal Federal a presidente é a ministra Carmem Lúcia.
Após estes questionamentos voltemo-nos a década de 380 a.C, quando ocorreu o “O Banquete”
Naquela época, Diotima de Mantíneia, que era uma sacerdotisa e filósofa, também
Diotima de Mantinéia
não gostou do tratamento que recebeu no local onde ocorreu “O Jantar”. Com isso, reuniu em sua casa suas amigas:
- Aspásia, que mesmo tendo vindo de Mileto, pertencia a um círculo da elite de Atenas
– Asiotéia que era de Filos, e foi discípula de Platão
– Hiparquia que era de Maronéia - e
- Temistocléia, que foi a primeira mulher filósofa do Ocidente, para um chá e pergunta para cada uma delas, sobre o que elas estavam sabendo e pensando, sobre o encontro ocorrido às escondidas na casa de Apolodoro? Que Diotima, por estar tão indignada, ridiculariza o anfitrião, identificando ele pejorativamente pelo apelido de “Cuca-Polido”, por ser um homem desprovido de cabelos, aliás, como se diz, calvo mesmo, no real sentido da palavra.
Diotima, em seu discurso inicial se mostrou muito revoltada, com a forma como
Hipárquia de Maronéia
ocorreu aquele Banquete, por vários motivos:
- Um porque Agatão não foi capaz de chamá-la para comemorar a vitória do concurso teatral da “Primeira Tragédia” e era ele quem tinha promovido aquele encontro para discutir sobre o amor.
- Outro motivo, por ter sido ela quem tinha ensinado a Sócrates que o amor sofreu algo similar ao que houve com a poiésis – palavra grega que significa a ação de fazer, de produzir, de criar, engendrar o novo. Disse a Sócrates que todos os elogios sobre o amor estiveram até então, sempre vinculados ao desejo de se unir ao que é bom e ao que nos faz felizes, restritos a indicar a busca da metade que complemente aquele que padece por algo que lhe falta, suposto estar no ser amado. Essa ideia de amor é dela, então porque Sócrates falar por ela?
Logo, para Diotima de Mantineia e para suas amigas, este jantar regado a vinho e trocas de elogios entre eles, não passou de uma reunião de ébrios, que pretendiam discutir o amor em cima de uma proposição feita por Erixímaco, que ao vê-la no recinto chamou-a “de flautista”, mandando que ela fosse se reunir com as outras.
Um dos motivos deste encontro, seguia falando Diotima, era porque eles estranhavam a falta de hinos para Eros, já que para os outros deuses havia, e que também, jamais um poeta fez uma proza que fosse em homenagem a Eros
Aspásia de Mileto, como já disse, pertencente a elite de Atenas, entra na conversa
Aspásia de Mileto
e diz que, mesmo ela que nunca escreveu nada sobre o amor, de Eros e de Afrodite ela entendia, e que ao contrário dela, sobre amor mesmo, nenhum homem entende muito bem, além do mais, que até os dias vividos por ela, eles não tiveram coragem de celebrar o amor verdadeiro. Dessa forma, mesmo que ela não tenha participado do banquete na casa do Apolodoro, ficou sabendo e acredita que Fedro, que lá estava, fez bem em venerar os deuses e propor a discussão do tema. Concluiu Aspásia.
Eu sei - diz Diotima - pois foi eu, disse ela, quem ensinou a Sócrates sobre a genealogia do amor e ainda bem que ele, foi grato a mim e confessou aos seus pares, que quem entendia mesmo de amor, Amor com letra maiúsculas era uma mulher e Mantineia de nome Diotima.
Ensinei a Sócrates – continua Diotima - que o amor (Eros) era filho de Poros (Recurso) e Pénia (Pobreza), um espírito (daimonion) intermédio, que não é rico nem pobre, não é feio nem belo, um intermediário entre os deuses e os homens. Que Eros será "essa carência que alimenta uma energia poderosa e incentiva e arranca do homem à sua miséria ontológica". Dizemos "Amor" com "A" grande, e não com minúscula, o “a” do amor banal, do amor carnal dos homens e das mulheres dos tempos que ainda será chamado de tempos modernos, dos tempos que estão por vir, onde não haverá para os homens, tempo suficiente para se amarem, para se entregarem uns aos outros. Isto foi o que pedi para Sócrates colocar em sua fala.
O Amor é um dos temas mais estudados na literatura, mas parece que a filosofia ocidental nunca se deu muito bem com ele, mas vai surgir ainda alguém – disse Diotima - que dirá que - o amor "é fogo que arde sem se ver". Gostaram amigas? Pergunta Diotima. Como então que, se nós que somos as que entendemos de Amor, ficamos de fora deste grande symposion?
De que adianta Erixímaco, filho do Acúmeno, que vive falando aos quatro ventos, que a embriaguez é desagradável para o homem, ficar ai participando dessa orgia alcoólica?
De que adianta Erixímaco, filho do Acúmeno com todos seus conhecimentos, que diz trazer da prática com a medicina, não explicar aos demais, que os que bebem muito vinho sofrem de uma ressaca e esta ressaca quando da véspera será um problema?
De que adianta pregar tudo isso em um encontro de ébrios?
Diotima disse que Fedro de Mirrinote, concordou com Erixímaco, quanto a embriaguez, mas que cada um, dizia ele, deveria beber somente até o ponto que a bebida lhe desse prazer, pois além deste ponto, ponto do prazer, a embriaguez teria uma ação de expor o homem ao ridículo, a de não dizer coisa com coisa, e foi aí, neste momento, que eles me mandaram sair da sala e que fosse tocar minha flauta juntando-me a vocês. Que desaforo. Conclui Diotima.
Fedro, escutando a conversa animada das filósofas, entra no recinto e também pede um chá.
Disse que lamentava elas terem ficado de fora do symposion e as entendia quanto aos seus ressentimentos, mas que se as tivessem ouvido o que ele falou, teriam o apoiado, argumenta Fedro:
­- Falei do mito de Alceste e de Aquiles, que vocês muito bem conhecem e sabem que Alcestes, sacrificou-se por Aquiles, este que depois veio se vingar do seu amigo Pátroclo.
- Falei que a bravura e a coragem vindas do amor se refletem no ato de até mesmo alguém morrer pelo ser amado; assim, entende-se que morrer um pelo outro, representa o amar verdadeiro. Aquele, pelo que sei, disse Fedro, que se sacrifica é sempre admirado e recompensado pelos deuses após a morte, pois, sendo ele capaz de tal sacrifício, possui em si, algo de belo e de precioso. Entende assim a própria divindade.  Isto é o que está escrito no livro de Platão publicado pela Editora Nova Cultura na Coleção Os Pensadores na página 46.
Desse modo, o amor popular, aquele amor que é voltado muito mais para o corpo do que para o espírito, tem por objetivo uma só coisa, os filhos, tanto para os homens, como para as mulheres e é este o amor com que os seres comuns demonstram amar.
Fredo disse isso e se retirou, sendo que nem Diotima, nem Aspasia, nem mesmo Hipárquia de Maroneia, se satisfizeram com a fala dele, e prometeram em um outro encontro, explorar mais o tema, mas para isso elas disseram, que convidarão Alcibíades, Sócrates e também aquele menino que é um apaixonado por Sócrates, o Aristodemo de Cidateneão, que chega se intitular o único amante, no bom sentido é claro, de Sócrates, razão pelo qual no século XX uns dirão que o discurso de Fedro foi uma apologia ao homossexualismo, afirmação esta que se encontra no livro Platón do filósofo Mexicano Antonio Gomes Robledo, publicado em 1983, considerando que o forte vínculo deles ultrapassam os valores cívicos, mas este é outro assunto.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Feliz Ano Novo, 

Feliz 2017

As vezes fico me lembrando que sou do tempo que as relações sociais eram diferentes. Tempo não muito longe não. Naquela época, Feliz Ano Novo, para um novo ano que se iniciava, se desejava através de cartão-postal, no cartão já vinha impresso "Feliz Natal e um Próspero Ano Novo."
As pessoas, daquela época, as que tinham mais poder aquisitivo, as empresas, os políticos e também aqueles que mais tarde queriam ser políticos, mandavam fazer cartões especiais, cartões personalizados.
As coisas foram evoluindo no passar dos anos e com o aumento da crise financeira, as modificações nos costumes também foram acontecendo.
Depois dos cartões-postais de Natal - assim que eles eram chamados - começou uma nova prática, onde os amigos da lista de contatos dos smartphone passaram a receber as felicitações de Natal através dos famosos e antigos torpedos.
A mensagem através do SMS, dos que tinham celular e operadoras que cobravam pouco ou quase nada, eram um sucesso, pois você atingia um grande número de amigos em um só toque. Começava-se enviar as mensagens, uma a uma, às 18:00, porque mais tarde que isso as linhas  dos telefones ficavam congestionadas.
Era uma questão de status, cada um queria apresentar o melhor desempenho gráfico.

A evolução contínua em passos rápidos. Surge o WhatsApp. Celulares com maior capacidade de memória nos IOS permite que a criatividade dos usuários montem mensagens em GIF, que são verdadeiras obras de arte. 
Recebi mais de uma centena de balõezinhos, explosões de luzes, letreiros em movimentos, todas com música ao fundo. Achei maravilhoso e curti a toda, mas por outro lado, quase que em todos os casos, me perguntava: Será que eu teria recebido tantas mensagens assim, caso não fosse a evolução da tecnologia? Acho que sim, todas são pessoas que me enviaram um Feliz-Ano pela passagem do Reveillon, são pessoas queridas que prezo e amo muito.
A verdade mesmo, é que a classe que forma a geração Y, que foi a geração que se desenvolveu em uma época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. As crianças da geração Y cresceram tendo o que muitos de seus pais não tiveram, como TV a cabo, videogames, computadores, vários tipos de jogos, e muito mais.
Este avanço na forma de comunicação rápida credito a classe da geração Z. Esta sim está ligada intimamente à expansão exponencial da internet e dos aparelhos tecnológicos. As pessoas da Geração Z são conhecidas por serem “nativas digitais”, estando muito familiarizadas com a World Wide Web, com o compartilhamento de arquivos, com os smartphones, tablets, com o WhatsApp e o melhor de tudo: Sempre conectadas.

Estas duas gerações ensinaram as outras o modo mais prático e rápido de se comunicar, recheado de palavras em inglês e de um linguajar próprio para web ("vc" "tb", "kkk", ""não é naum",) é possível ainda resumir informações através de emocticons, que nada mais são que rostos que demonstram as mais diversas expressões que sentimos. 


Assim os das Gerações Baby Boomer e “X”, abandonaram o modo antigo de mandar cartões de Natal, ou de pegar o telefone e fazer uma ligação para os amigos e seus familiares e com viva voz, com uma palavra de amor e confraternização dizer "Feliz Ano Novo” meu filho, meu amigo, meu irmão, que ano que se inicia seja repleto de felicidade.

domingo, 1 de maio de 2016

O Gato Preto - "O Gothinho"

Os gatos fascinam o homem. Não sei se é este o mesmo sentimento deles, de fascínio pelo homem. Acho que não. Acho que o gato fica pensando sobre o que este povo todo está querendo!!!

A população felina aumenta dia a dia, tanto é verdade que no Brasil, a população de gatos domésticos cresce o dobro em comparação com a de cães, dizem que é por eles dependerem menos de seus donos, que eles dão menos despesas e vivem melhor em apartamentos.

Tenho muitos amigos que adotaram estes bichinhos e sofrem muito por eles. Minha mãe dá abrigo a todo gato abandonado na porta de sua casa. Minha Personal Trainer mora com dois gatos que antes nunca tinham saído do apartamento. Um amigo de infância tenta me convencer com o argumento que.  "Gato é um ser completamente fiel. Ter gato, conviver com gatos é tudo de bom", diz ele.

Mas o gato dele sumiu. Tudo passou pela cabeça dele . Poderia ter sido aquele troglodita que um dia passeava na calçada com o cachorro, cachorão com cara de mau, com cara de pitbull, igual a do dono, cachorro solto sem guia, e que ferozmente quis pegar "O Gothinho" – Sim "O Gothinho" assim mesmo, com th, que é o nome do gato preto, em homenagem a um outro gato que viveu anos com ele e se chamava “a Gotinha” – Este é meu amigo, que guarda no peito uma dor enorme, uma dor impagável, por travessuras de guri, feitas aos gatos durante sua infância. Não fora por maldade como os jovens de Pelotas fizeram, ao amarrar um cachorro ao carro e percorreram as ruas da cidade esquartejando o pobre cão. Não!!! Meu amigo não foi tão mau assim, mas fez arte de guri. Fez arte de guri arteiro como ele sempre foi. Fez arte como um “The Crazy" , mas não tão pesada como a de colocar uma bombinha amarrada no rabo do gato para ver ele correr. Não, meu amigo não foi tão mau assim.

Meu amigo nunca brincou de médico, abrindo a barriguinha dos gatos para depois fechar. Isso não.

Mas meu amigo não aguentava ouvir o gozo dos gatos na calada da noite. Falando nisso, quem nunca no silêncio da noite escutou o namoro dos gatos, em um gozo que se confunde a um prazer, a um frenesi ou a um lamento?

É, mas os gatos encantam a muitos, como diz o famoso Psicoterapeuta Claudio Pfeil, que já comentei sobre ele, comentei sobre seu livro “Diário de um Analisando em Paris onde ele escreve que “Os gatos sempre nos fascinaram e continuam a nos fascinar porque não estão numa relação de demanda, de espera em relação ao seu dono”. Continua Claudio Pfeil. “Eles são domésticos, mas não se deixam domesticar. Desde sempre são a imagem da independência, da liberdade, do gozo...”

E foi isso que aconteceu com "o Gothinho", a imagem da independência, da liberdade, do gozo sem poder gozar por ter sido castrado, da rua. Lá se foi "o Gothinho". Ele sumiu.

Cartazes pelas ruas propondo polpudas gorjetas, gorjetas em dólar, a que encontrasse o gato preto.

Chamadas no facebook, foto do gato nos postes, tudo foi feito sem sucesso. O gato preto sumiu.

Quando já sem esperança de encontra-lo. Quatro meses tinham se passado, eis que bate na porta de sua casa um senhor, senhor alto, cabelos calvos. Jeito de responsável. Homem bem trajado e com um gato preto no colo:

- Senhor, eu vim lhe devolver o gato e, por favor, me deixe contar como foi.

Meu amigo sorria e só imaginava a hora que faria surpresa a sua esposa. Imaginava o sorriso, o choro e a alegria dela quando ouvisse ele dizer “Amor!!! o Gotinho voltou”, mas se conteve e pediu para que o homem, com postura de um lord inglês, contasse a história que começa assim:

- Certa noite, eu e minha esposa jantávamos nesta Pizzaria ao lado de sua casa, quando avistamos no bueiro da rua, dois olhinhos brilhantes e curiosos nos fitando, com olhos de pedinte.

Era do gatinho preto.

Minha esposa, que tem em casa outros quatro gatos, insistia comigo para levarmos ele também, pois onde come quatro come cinco.

Eu disse que não. Disse que o gato deveria ter dono. Mas ela insistiu, e o senhor sabe com é uma mulher insistindo no ouvido do homem a noite toda. Terminei cedendo e como o gato ficou nos olhando até o final do jantar. Na saída levamos o gato.

Eu queria dar a ele o nome de “Dark”. Uma, por ser ele escuro e outra, em homenagem a música de Katy Perry – Dark Horse, que eu gosto muito, mas ele não era nosso cavalo, ele era o nosso “Dark Cat”. Foi quando minha esposa, como sempre, muito mandona, disse que não, disse que o nome seria Dart e não Dark. Dart, coisa de mulher, ela sempre foi fã do bandido todo de preto da famosa série "Guerra nas Estrelas", de Jorgo Lucas, e assim em homenagem a Dart Vaider, ficou Dart

Todas as vacinas foram feitas, - disse o homem - até o dia em que resolvi trazer nesta Pet, também ao lado de sua casa, para castrar “o Dart”. (maldita hora para mim e bendita hora para o senhor). Foi quando a veterinária disse que o gato já era castrado e um dia pertenceu ao senhor e por ter pertencido ao senhor, estou aqui, com o coração partido lhe devolvendo o gato que um dia foi seu. Pois sei o quanto vocês devem ter sofrido, pois assim, como o gato foi castrado, a perda dele para vocês, deve ter sido também uma forma de castração de sentimentos e a castração, meu amigo, é o bilhete de entrada do neurótico no mundo. Isto está escrito no livro – Diário de um Analisado.

Anotado em Paris 8 :
"A castração é o bilhete de entrada do neurótico no mundo.
O psicótico é aquele que se recusou a comprar o bilhete,
não quis pagar o preço da castração"

Meu amigo sorrio. E “o Gotihnho” voltou para sempre.




Nota da Internet
Gatos
Em relação à presença de gatos, 17,7% dos domicílios possuem pelo menos um, o equivalente a 11,5 milhões de unidades domiciliares. Os piauienses são os maiores amantes dos gatos, já que há pelo menos um em 34,2% dos seus domicílios. O Distrito Federal, com 6,9%%, é a unidade da federação em que menos lares têm gatos.

A população de gatos em domicílios brasileiros foi estimada em 22,1 milhões, o que representa aproximadamente 1,9 gatos por domicílio que tem esse animal.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Filme - Os Dez Mandamentos


Os Dez Mandamentos - O Filme


A Cidade Abandonada - http://dirceostona.blogspot.com.br/2015/02/a-cidade-abandonada.html. Desde o último Carnaval, em fevereiro de 2015, quando nosso carro foi assaltado por meliante armado em Porto Alegre, eu não havia escrito nada blog.

Não pude resistir. Com o filme "Dez Mandamentos" enchendo salas e salas de cinemas com crentes e seguidores do Bispo Edir Macedo, tenho que deixar registrado minha observação crítica de cinéfilo que sou.

Sob os gritos histéricos e aplausos da plateia em cada cena que aparecia Moisés, o cinema inteiro levantava e aplaudia. Eram gritos estridentes, uivos de Moisés..... Moisés...... Moisés.....

Uma sala de cinema lotada. Não havia mais espaço, nenhuma poltrona vazia. O filme se desenrolava normalmente, passando a vida de Moisés. Confesso que  me surpreendeu a qualidade profissional da produção como filme em si. 
Eu não sou conhecedor da Bíblia e tão pouco do Novo Testamento, mas tenho certeza que este fanatismo que assisti e presenciei no cinema é muito perigoso.

Saramago em seu livro, Caim, relembra que "as guerras de religião que estão na História, nós todos sabemos a tragédia que foram"

O filme dirigido por Alexandre Avancini e estrelado por Guilherme Winter, Sérgio Marone e Camila Rodrigues, chega em determinado momento mudar o 9º mandamento. 
Pois pelo que aprendi e sempre foi dito, o nono mandamento das tábuas que Deus entregou a Moisés, era não desejar a mulher do próximo, mas no filme em uma pirofagia que grava na montanha mandamento a mandamento, foi mudado, agora a mulher do próximo pode ser desejada, (segundo minha interpretação) só não pode ser desejada a casa do próximo. (também sei que uns dizem que: NÃO COBIÇARÁS A CASA DO TEU PRÓXIMO, NEM DESEJARÁS SUA MULHER,NEM SEU SERVO, NEM SUA SERVA, NEM SEU BOI, NEM SEU JUMENTO, NEM COISA ALGUMA QUE PERTENÇA A TEU PRÓXIMO"
(Ex 20,17))

Não pode haver invasão de propriedade segundo Moisés. Esta é outra coisa que no filme me parece extremamente exagerada e que os seguidores de Moisés no filme seguem a risca as orientações, tanto que matam e agridem aqueles que não acreditam em Deus. A lei era uma só. Só pode ficar vivo, quem acredita em Deus e nenhum outro deus pode ser admirado. Nenhuma estátua pode ser venerada. Isso é perigoso, porque os crentes tomam como verdade. Os pregadores nos templos da Universal fazem uma lavagem cerebral naquele povo que hoje lota as salas dos cinemas e o filme mostra como que se isso fosse a verdade. Os pastores nas igrejas, na hora da pregação, mais parecem que estão em transi do que levando a palavra do Senhor. Com o poder de convencimento que possuem, transformam seus fiéis em verdadeiros rebanhos que levam isso ao pé da letra.

O cinema estava lotado. 

Crianças de colo. 

Crianças de meia idade. 

Famílias inteiras, nunca vi uma coisa igual. 

Nunca vi fanatismo tão grande na minha vida. As pessoas se levantavam e fotografavam a plateia como se isso fosse um troféu para mostrar ao pastor como que realmente estiveram no filme. 

Dezenas destas pessoas com seus celulares filmavam cenas que estavam na tela para levar para suas casas e mostrarem para os amigos, de que o que o pastor diz é verdade. "Moisés realmente ao chegar às margens do mar Vermelho, fez com que às águas se abrissem para a travessia dos judeus, e se fechem em seguida, afogando os soldados egípcios"

Na parte do filme, onde as águas do mar Vermelho se abrem como em um passe de mágica - o  impressionante foi que - as pessoas aplaudiam Moisés como se estivessem em um teatro. Uivavam e gritavam em um histerismo tal, como se estivessem em um campo de futebol. Chegava até ser engraçado, mas fanatismo assim me preocupa e me preocupa muito.

Depois, um amigo meu que também assistiu o filme comigo, chega em casa se depara com o vendaval e a chuva que destruiram Porto Alegre no início do mês de fevereiro, passa achar que tudo é por causa que as cidades estão só pensando em pecados. Tudo, diz ele, são os mesmos tipos de pragas espalhadas por Moisés sobre os egípcios, com uma diferença, aquelas eram grilos e rãs, as de hoje, são os mosquitos da dengue e o temível zica junto com o chikungunya, esta diz ele, tem sido a nova praga espalhada, a praga moderna, enviada por Deus para castigar os pecadores. Complementou, conclamando para que  ninguém fosse ao Carnaval, já que carnaval é coisa do pecado, é festa pagã, festa do diabo e é igual aquela festa que os dissidentes de Moisés no filme, fizeram para adorar o bezerro de ouro. Cuidado com o fanatismo, muito cuidado

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A CIDADE ABANDONADA

A CIDADE ABANDONADA

Escrevi.....
Caro Juliano!!!

Sou testemunha e vítima do abandono que a cidade de Porto Alegre ficou durante o feriadão de Carnaval, como você relata na matéria publicada na ZH do dia 16 – Policia + ( página 10). A cidade de Porto Alegre ficou acéfalo e entregue aos bandidos que faziam dela e dos que aqui ficaram, o que bem entendiam, sem que nós míseros cidadãos, que honramos nossos compromissos pagando os impostos, tivéssemos a quem recorrer. A propósito disso e motivado pela tua matéria, encaminhei um e-mail ao Ouvidor da Secretaria de Segurança do Estado do Rio Grande do Sul com este teor:

E-mail ao Ouvidor
A Esperança frustrada

Senhor Secretário

Quando da posse do Governador José Ivo Sartori, alimentei muita esperança ao ser nomeado um experiente secretário para comandar a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, o delegado de Polícia Federal Wantuir Francisco Brasil , confesso que no primeiro momento que poderia me orgulhar do feito, foi o momento que que tive uma grande desilusão e passei a desacreditar do discurso dos mandatários.

Abordados pelo meliante

Na segunda-feira dia 16 de fevereiro, ao retornar de Bagé as 11 horas da manhã, em uma rua calma da cidade, ao descarregar o carro fomos abordados por um meliante armado e a pé, que levou o carro sem que pudéssemos fazer alguma coisa.

Imediatamente comunicamos à polícia o roubo a mão armada, através do telefone 190. O atendente nos orientou que fossemos a uma Delegacia de Polícia fazer o BO. O que fizemos imediatamente.


A cidade entregue aos ladrões, aos sem cérebro

Qual o absurdo Senhor Ouvidor e Senhor Secretário? A cidade de Porto Alegre durante – pelo menos – os dias 16 e 17 de fevereiro, ficou sem um policial pelas ruas e o policial que atendia o 190 fazia pouco caso para o que lhe era comunicado.
Um desrespeito ao cidadão.

No dia do ocorrido, em nenhum momento, nos deparamos com um policial militar que fosse, muito menos por uma viatura da Polícia Civil ou da Brigada Militar, nas ruas pelas quais andamos.
Durante à tarde, como no carro estavam dois celulares iPhone, os quais possuem o sistema de localização pelo Buscar iPhone, localizamos que os aparelhos estavam na Rua Voluntário da Pátria. Novamente ligamos para a polícia no 190 comunicando que havíamos localizado os aparelhos fornecendo a ele o endereço. Pasme senhor Ouvidor, ele nos responde que nada pode fazer.
Muito bem.

Na “meca” do crime

Contrariando todas as recomendações da Polícia e mesmo de amigos, fui à rua Voluntário da Pátria. Como era meio de um feriadão, as lojas estavam fechando, pois a esta altura já eram 17:00, mas mesmo assim encontro um rapaz, entre tantos, vendendo aparelhos de telefone celular

Pergunto se ele tinha iPhone. Ele prontamente responde que sim e que tinha recebido dois naquela tarde às 14h00. Veja só, senhor Ouvidor, ele tinha recebido dois para ser vendido, e estava custando cada um R$ 170,00, ainda teve tempo de fazer menção a mim, que não estava ganhando quase nada, pois tinha pago R$ 130,00 por cada um deles. Uma era prata e o outro rosa.

Pedi para ver os aparelhos. Fomos até a rua Dr Flores, pois os iPhones estavam em seu apartamento, segundo o “vendedor ambulante”
Enquanto ele vai buscar os aparelhos, ligo novamente o Busca iPhone no iPad e vejo que os que ele traria, não eram os meus, pois os monitorados ainda continuavam na rua Voluntário da Pátria no mesmo endereço.

Analizo a mercadoria que seguramente também era roubada. O rapaz diz que para eu habilitar o aparelho, eu pagaria mais R$ 70,00 e me disse com quem eu faria o serviço, que cada aparelho daqueles estavam custando bem mais de R$ 1.600,00.

Ele sabia de tudo.

Prometi voltar na quarta-feira quando então poderia habilitar os aparelhos e fui embora.


Perguntas que ficam

Senhor Ouvidor. Novamente uma desilusão. Será que a Polícia:
1)            -  Não sabe que existem estes elementos no Centro da cidade praticando este tipo de comércio ilegal? Ou fazem vista grossa para inusitado?
2)            – Através do 190 o atendente não poderia ter me auxiliado e mandado junto um policial para me assessorar na busca dos meus aparelhos e talvez na localização do carro?
3)            – Por que a cidade ficou abandonada nestes 4 dias? Não entendo a justificativa que foram todos os policiais transferidos para as praias.
4)            – Somente nas praias estavam os cidadãos que pagam impostos e merecem proteção do Estado?
5)            – Por que a cidade de Porto Alegre ficou abandonada e entregue aos ladrões que nestes dois dias, que aqui fiquei (16 e 17 de fevereiro de 2015) não encontrei um policial que fosse pelas ruas?
Não sou da turma que acha que tudo está perdido, mas também não sou dos quais não estão enxergando que a segurança está cada vez pior, e desta vez a vítima foi eu, amanhã pode ser, outro e outro e outro .....

A Resposta que não veio e a resposta que veio

Até hoje não recebi resposta por parte da Ouvidoria da Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, mas do Juliano, repórter da Zero Hora sim:
Dirceo, o seu relato é impressionante. Lamentável que isso tenha ocorrido e que a Brigada Militar tenha se recusado a ajudar. Se a Ouvidoria não responder a sua mensagem, entre em contato comigo que vou procurar o ouvidor-geral. Se o Estado não tem condições de garantir a segurança das pessoas, que ao menos esclareça isso.

Abraço,
Juliano Rodrigues


OBS.: Por questões de segurança e propositalmente omiti neste texto os endereços e nomes das pessoas preservando a todos.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Pescando no Pantanal

Eu com um exemplar de Jaú e nosso barqueiro Pisca 


O Pantanal Mato-Grossense por si só já é  fascinante, agora imagine passar três dias pescando naqueles rios onde a poluição ainda não chegou. Não existe tranquilidade maior do que levantar as quatro da manhã para que as cinco horas, com café tomado partir em uma combi com o motor batendo biela e com os pneus que pareciam estar rodando no aro puro, em uma estrada de chão batido, que o que mais se fazia era comer poeira.
O canto do sabia já se fazia ouvir.

A velha combi barulhenta de rodado no ferro puro
No Pantanal parece que tudo é permitido, até mesmo menor de idade, mas menor de idade mesmo, dirigir veículo automotor. O motorista que nos levava com a combi batendo lata e sem ar-condicionado, tinha 17 anos e nos dizia que dirigia desde os 14 anos naquelas estradas empoeirada. 
Barqueiros a postos. Todos os barqueiros que se prestam tem apelido para facilitar. Aquele barqueiro que não tem um apelido interessante é mau barqueiro. O pescador que escolher um barqueiro que se  chame Geraldo, ou Gerson, dificilmente terá uma safra de grandes espécies, diferente daquele que tem como barqueiro um chamado de "Pisca", ou de "Filé" ou um "Lambari" ou mesmo de "Negro". Assim eles se chamam e assim eles são respeitados. Por seus apelidos.
Nosso barqueiro se chamava "Pisca" nem sei porque e tão pouco quis saber. Nosso barqueiro tinha histórias para nos contar, tinha sangue de boliviano como a maioria deles.
O Barqueiro Pisca

Barqueiro Pisca 
O Pisca não tomava cerveja e nem pinga como os demais barqueiros. Não que ele não gostasse de beber,uma latinha de cerveja paga pelos pescadores, mas sim por recomendação médica, ele há menos de um mês tinha caido da moto que o levava todos os dias ao trabalho. Trabalho de orientar a centenas de pescadores que buscam no Rio Paraguai ou no Rio Mirando o maior peixe e dele fazer seu troféu. dele fazer seu prêmio para selar a pescaria como se fosse um troféu de ouro que ficará exposto na melhor parte da casa e admirado por todos os vizinhos da cidadezinha do interior do Paraná, de Santa Catarina ou do Rio Grande do Sul. O pai do Pisca também nasceu no Pantanal e conta ele que o pai pescou muito Jacaré nos anos 60. A pesca de Jacaré tem muita história, nos dizia o Pisca. Pois naqueles tempos os grandes grileiros contratavam os pescadores para caçarem Jacaré. A caça ia sendo armazenada no meio da Floresta e quando tivesse uma quantidade suficiente de peles, em vez de pagar o pescador, os capangas dos grileiros matavam o pescador e carregavam as peles para ser comercializadas.
O Céu e seu Auroral na madrugada do Pantanal é um espetáculo que encanta a todos todas as manhãs
Barqueiros preparando seu barcos
Safári Fotográfico
Não sei se o fato de estar no meio do Pantanal, a mais de 300 quilômetros de Campo Grande, fazia de nossa situação mais ou menos insólita da dos que buscam da natureza selvagem do sul-africano o melhor momento, o melhor ângulo para um safári fotográfico. Não sei. Sei que tanto a Aurora como o Por do Sol são duas belezas que contaminam o turista. Pescar no Pantanal passa ser uma desculpa que nos motiva em busca da melhor imagem para que seja registrada em nossa Nikon D-3000. Passeios de observação de natureza selvagem ainda engatinham no Brasil diferente do que ocorre em Botsuana na Africa, onde safáris são a segunda fonte de renda nacional, em Uganda também, mesmo girando só em torno de um animal: o gorila. E o Brasil tão grande, de tão rica fauna. ainda por cima, vivem aqui mais da metade de todos os exemplares do maior felino das Américas: a onça pintada. Era a maior queixa do Pisca, que nos dizia: no meses de setembro e outubro são os meses onde se vê a maioria dos animais. A Onça Pintada vem tomar água no rio, os Jacarés são em grandes quantidades. Macacos e Bugios passeiam pelas árvores querendo ser fotografados pelo turista do Safári Fotográfico.

Pousada Curipira
As pousadas no Pantanal apresentam toda a estrutura para seus hospedes. Na Pousada Curipira em Albuquerque, nesta época do ano tinha mais de 40 pescadores vindos do interior dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. Sai um entra outro. As camionetes potentes com cabine dupla e caixas preparadas para o transporte de peixes saem de madrugada para aproveitarem que os Policias Florestais, muitas vezes não estão nos postos para fiscalizarem a quantidade de peixe e se eles se encontram na medida. Chegando a Pousada, o pescador é recebido com rabo de jacaré à milanesa e um churrasco preparado pelo barqueiro mais experiente da pousada. Numa das noites a turma do Paraná que estavam em 17 pessoas, entre eles um ex-prefeito do município de Mandaguari por duas vezes, que com seus 78 anos ainda liderava o grupo que tinha dois irmãos fazendeiros, um empresário do ramo de laticínios, um pastor evangélico o contador e familiares destes. A vida na pousada é como contam todas as pessoas, 
Estrutura da Pousada Curup
o pescador sempre perde a fisgada do maior peixe. A linha arrentou quando quase estava tirando d'água um pintado com mais 40 quilos. 
E assim passa a noite na pousada com uma caixa de som tocando música sertaneja a toda altura. Todos bem alimentados e com a cabeça cheia de trago, cada um busca seu aposento para no dia seguinte novamente iniciar a busca do maior peixe para ser mostrado aos demais que morrem de inveja um do outro.

Um Por do Sol tão encantador quando a Auroa
O tempo se prepara para a chuva que não vem

Da esquerda para direita: Zezinho e Farid na frente. Marco Peter, Pedro Serafim de braços erguidos, Ezio Maeda, Paulo Fragiorgi, Osvaldo Peter e Dirceo Stona
A pescaria terminou. Uns foram de Van com o seu Valentim, um motorista simpático e gente boa, até Corumbá para pegar o voo que não veio, o que nos obrigou contratar o seu Valetim para nos levar até Campo Grande, com sua Van que corria a mais de 160 km/h para que não perdêssemos o voo para São Paulo e Porto Alegre. Seu Valentim mostrou suas qualidades de motorista hábil e cuidadoso. Chegamos no horário que tínhamos de chegar. Até a próxima companheiros,
 


domingo, 7 de abril de 2013

A Vida Após a Morte

Interessante como as pessoas mais velhas, aos atingirem uma determinada idade passam pensar na morte.

Faz horas que minha mãe, que já chegou aos 83 anos, tem falado neste assunto constantemente e por isso mesmo, tenho dito a ela para que fique quieta no seu lugar e não tente furar fila, existem outras pessoas com mais prioridade do que ela.

Tenho também comentado com amigos, que considero a religião uma coisa que conforta às pessoas que nela crê e acreditam na vida após a morte, coisa que eu com meu ceticismo prego ao contrário.

O catolicismo, como bem diz a palavra, um conjunto dos dogmas, preceitos e rituais da Igreja Católica, com seus princípios morais de uma crença milenar, para explicar uma coisa que não sabia explicar e que faltavam provas para seus ensinamentos ao povo, passou a pregar a existência de uma outra vida após a morte, só que esta vida dividia-se em duas situações, o Bem e o Mal, o Céu e o Inferno, sim, isto agora porque há bem pouco tempo tinha uma situação intermediaria, o Purgatório.

O Purgatório para a Igreja Católica era uma especie de UTI-Intermediaria, onde ficavam se purificando as almas que, não merecendo o Inferno, não podiam, contudo, entrar no Céu sem expiarem a culpa. Nunca entendi bem esta culpa, ainda bem que o Purgatório foi excluído da lista, o que prova a sua não existência, ficando mais fácil trabalhar somente com o Céu e com o Inferno.

Crer em uma Vida Após a Morte, leva aos que nela crêem desejar a morte para assim deixar esta vida e da outra fazer parte.

Com esta conversa, tentei mostrar a minha mãe, que não existe Vida Após a Morte, logo que ela fique tranquila na dela. Devemos aproveitar tudo que podemos nesta vida, que é a única e este é o período que decorre desde o nosso nascimento até à morte, temos que ter um comportamento exemplar, para que nossos filhos, nosso netos e aqueles que dependem de nós, tome como correto e modelo de vida. Isto é a Vida Eterna, nossos ensinamentos nossos modelos.

Mas por outro lado tem aqules que, de uma maneira mais científica dizem assim:

Sem dúvida, um assunto que merece a atenção de todos nós que vivemos uma vida tão agitada e cheia de compromissos, que não nos permite pensar que exista algo tão real em algum outro lado da nossa existência ou do mundo em que vivemos

O Dr Eben Alexander, conta que “estava em cima de nuvens rosadas que contrastavam com um céu azul escuro. Acima dele, seres transparentes (nem anjos, nem pássaros, uma forma superior, segundo ele) cruzavam o céu. Ele sentia como se estivesse naquele lugar há muito tempo e não tinha nenhuma memória de sua vida aqui na Terra”.
O relato, que mais parece ser o de um religioso descrevendo uma vida espiritual, é na verdade, um pequeno trecho do livro do neurocirurgião americano Eben Alexander.